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Campina Grande, Janeiro de 2007
   
     
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Ney presta contas e destaca verbas e trabalho em favor da Paraíba

O senador Ney Suassuna (PMDB) concedeu entrevista ao Jornal de Verdade, da Rádio Cidade, em Campina Grande, na manhã desta quarta-feira, fazendo um balanço do seu mandato, que chega ao final neste dia 31 de janeiro de 2007. Em entrevista aos jornalistas Juarez Amaral, Paulo Roberto, Carlos Magno e Polion Araújo, Ney disse que, ainda ontem, recebeu em seu gabinete alguns prefeitos paraibanos. Ney afirmou também que esteve com o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, para discutir sobre as cidades paraibanas que estão com problemas de falta d’água.

No balanço que fez do mandato, o senador afirmou que, nos 12 anos em que esteve no Senado, teve uma passagem digna de registro. “Relatamos o Orçamento, fomos presidente das comissões de Economia, de Fiscalização (duas vezes), membro permanente de oito comissões em um ano e doze comissões em outro ano, ministro, quando consegui carrear recursos e mais recursos para a Paraíba, fui vice-líder do governo, líder do PMDB e líder da maioria, cargo que ocupo até hoje. E fui indicado para o Tribunal de Contas da União e agradeci, porque não era o meu desejo”.

Ele destacou os pronunciamentos que fez e a quantidade de projetos em favor da Paraíba, o que lhe dava o título, ano após ano, de senador mais atuante da bancada paraibana. “Verifico que não teve um ano em que não tivesse batendo recordes de pronunciamentos e de projetos. Fui relator da Lei de Patentes, para melhorar a qualidade do pagamento dessas patentes no Brasil, pois o projeto que tinha era muito pior, já que nos penalizava enormemente. Deixamos a brecha para que, se houvesse uma epidemia nacional e o Governo Federal precisasse de medicamentos em grande escala, pudesse cancelar a patente do fabricante, ou seja, a quebra de patente, coisa que o José Serra, à época ministro da Saúde, ameaçou fazer por causa da AIDS, e aí baixaram o preço do coquetel anti-AIDS”.

Ele lembrou que seu mandato de senador repercutiu positivamente não só na Paraíba, mas em todo o país. “Isso trouxe muita inveja e, principalmente, um problema que eu não tenho nada a ver, que é a Máfia dos Sanguessugas, pois já está provado que não tenho nada a ver com isso. Foi comprovado pelo Senado, nos depoimentos, que mostraram que eu não conhecia ninguém e ninguém me conhecia. Agora, mais uma vez, fomos incluídos nisso e vamos responder, sem problemas. Não me perturbei com isso porque eu tenho a consciência tranqüila e nós vamos mostrar, ao chegar ao final das investigações, com tranqüilidade, a nossa completa inocência, enquanto pessoas se locupletaram da fama de poder estar apontando o líder do PMDB, o ex-líder do governo, o líder da maioria, só para ter mais um degralzinho de fama”.

O senador lembrou do caso envolvendo o colega Humberto Lucena (já falecido), afirmando ser uma espécie de preconceito contra os nordestinos. “Isso faz parte. Lembro de Humberto Lucena, duas vezes presidente do Senado, por causa de um calendário teve toda aquela amargura. Isso parece que é uma espécie de estigma: quando algum líder nordestino cresce, levar pancadaria. Parece que deixa alegre alguns segmentos da imprensa nacional. Mas não guardo mágoas por isso. Cabe a mim provar, com toda a documentação que tenho, que sou inocente”.

O senador ainda atuante
Ney disse que, nos últimos dias, vem atuando de forma incansável para ajudar o PMDB a se estabelecer como o principal partido da base do presidente Lula e do senado federal. “Trabalhando ativamente eu consegui fazer o líder que me sucede, que será o senador Valdir Raupp. Hoje, dos 20 senadores, nós temos 19 assinaturas. Participei ativamente, até agora, dessa negociação. Estou trabalhando para a reeleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado, inclusive conversando com quem ainda não se decidiu pelo voto nele. Dos 20 senadores do PMDB só o Jarbas Vasconcelos não vai votar em Renan, além do Garibaldi Alves, do Reio Grande do Norte, que vai votar no candidato do PFL, que é o José Agripino Maia”.

Ainda sobre a eleição para a presidência do Senado, Ney disse que é garantida a recondução do atual presidente, Renan Calheiros, ao cargo, segundo as previsões feitas por ele, em conjunto com os demais líderes peemedebistas. “Estamos com uma perspectiva mais positiva de ter até 62 votos. A mais provável é 52 e a pessimista, de ter 50. Com isso, Renan está reeleito. Ontem Renan me abraçou, me agradeceu muito pelos votos que consegui para ele. Então, saio com prestígio da bancada, conseguindo fazer o líder, estruturando as comissões e ajudando a reeleger o presidente”.

Sobre seu futuro político, Ney Suassuna disse que nada do que se especula na imprensa procede. “Nada do que se especula é verdade, de que eu iria para ministério A, ministério B ou diretoria de qualquer empresa que seja. Nós líderes do PMDB tomamos a iniciativa de não indicar nome nenhum enquanto Lula não disser quais são os cargos destinados ao partido”.

O senador lembrou ainda dos recursos que conseguiu para a Paraíba nestes doze anos de mandato e do trabalho incansável em prol dos municípios. “Eu já testei 12 anos de serviços ininterruptos e diários à Paraíba. Já consegui levar milhões e milhões de reais para a Paraíba. Só para Campina Grande, por exemplo, no ano passado conseguimos uma verba substancial, que representou mais de 70 km de asfalto, além de outros inúmeros benefícios para a população, como farmácia popular, restaurante popular, dentre outros. Tenho o orgulho de ter ajudado a criar, em Campina Grande, a Universidade Corporativa, de ter conseguido verbas para as universidades Estadual e Federal. Isso se repete em João Pessoa, no sertão, a criação de novos campi universitários. Tenho a minha consciência tranqüila de que trabalhei duramente e com muita sorte, eu diria até sorte, porque consegui muita coisa.

No final, Ney deixou um recado de que não abandonará a vida pública. “O mandado acaba. A despedida é sempre ruim. Mas se não existir despedida, não existe retorno. A gente tem que aceitar a vida como ela é. Eu tenho poupado minha ida à Paraíba para não gerar mais polêmica dentro do PMDB ou junto aos meus adversários. Não me meti em nenhuma polêmica dessas. Quanto a recorrer no caso da eleição para senador, é lógico que tinha que recorrer. É um direito que eu e o meu partido temos. E o partido fez, com todos os recursos possíveis. Mas sempre procurei não me meter nessas briguinhas, porque não é para isso que estamos na política. Lamento que a Paraíba esteja entrando com um senador que está sendo bombardeado na imprensa. Todo mundo sabia, isso já era previsto. E deverá ocorrer ainda muito mais em relação a esse caso. Tem mais: não tenho material que é segredo de justiça. Se tivesse, teria usado na campanha. Isso não tem o menor fundamento”, finalizou Ney.  

   
   
   



   
   
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